Saturday, January 13, 2007

QUANDO EU MORRER


O Dia da Morte; pintura de William-Adolphe Bouguereau (1825-1905)
Quando eu morrer

Quando eu morrer
Não quero lágrimas ou lamento
Quero apenas nesse momento
O sorriso em cada olhar
E se quiserem me homenagear
Acho isto hipocrisia
Pois quando viva não havia
Ninguém a me reverenciar
Mas, não poderei pedir silêncio
Então, meus amigos,
Cantem...
cantem lindas melodias
em todos os gêneros
Com todos os instrumentos
Criem uma bela sinfonia
Do erudito ao punk rock
“Si pá” (influências...), um fox trote
Que é pra “ muvuca” abafar
AO baixar o caixão à terra
(Não quero o frio do concreto)
Façam-no com rapidez
Sejam bastante discretos
Não quero a falsidade
Sei que fui irreverente
Sei que fui intransigente
E haverá ali muita gente
Que só terá vindo pra se mostrar
Não perdôo nem depois da morte
Se viva não tive sorte
Quero tê-la ali então...
Sendo enterrada dignamente
Sem a presença dessa gente
Que só feriu meu coração!
Outra coisa:
não me tragam corbélias de flores.
Se em vida não as recebi com freqüência
Não seria uma incoerência?
Recebê-las assim tão divinamente belas?
Ora, para quem admirá-las,
cheirá-las então?
Os curiosos ali presentes?
Não, não existe pior combinação:
O cheiro horrível do formol, do defunto
Com o aroma adocicado das flores
Embrulhando estômagos, causando dores
Sem que, por etiqueta, por finesse
Possam os hipócritas ali vomitar!
Nossa, esqueci de um detalhe importante:
Peçam aos novos-ricos, esnobes, arrogantes
Que deixem em casa, suas jóias, seus importados
I. Saint Laurent, Rolex, Mercedes, Armani, Chanel
Poderão ser assaltados, é preciso muito cuidado!
E será que, ao morrerem, vão levar isto para o céu?
Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Um conselho: deixem para exibi-los em outras ocasiões
Haverá grandes festas, de socialites também arruinados
E, com certeza, eles estarão na lista dos convidados.
Por uma questão de etiqueta, falta de tempo
ou camaradagem
não farão uma triagem
Não verificarão o saldo bancário :
vermelho... mas não de vergonha
Nem a lista em Cartório de Protestos...
Olha, e que esqueçam os seus óculos escuros...
mesmo que o sol esteja uma lua
Quero todos mostrando a cara....deslavada...
Afinal, sei que todos estarão gargalhando....
com a última piada!
Meu último desejo:
Se porventura descobrirem que tenho talento
Pelo amor de Deus, comuniquem-me agora
Depois, definitivamente, já passou da hora!

bemtevi



Friday, January 12, 2007

ABSINTO


ABSINTO

Absorta com teu ab(sinto)
Absorvo-o, com avidez
E sinto!
Queimar em mim
O néctar do prazer!
Absolutamente gaiato
Absurdamente abstrato
Este desejo teu!
Abstraio da alma o sentimento
Que absolutamente é só meu
E que absurdamente tu mentes
Que mesmo à distância tu o sentes
E que a crise de abstinência
Te faz obcecado por mim!
Nem tanto assim...
Nem mesmo o forte ab(sinto)
Te fará me desejares por inteira
Para ser a tua companheira
Para ser a escolhia
A mulher da tua vida.
Esta insegurança,
sim eu sinto
E não sorvi--
Não minto
Um trago do Ab(sinto!)


bemtevi(12/01/2007)

Deserto

Deserto

Caminho só,
perdida
Em um deserto...
Aridez de vida
Ao anseio de
te amar
Por certo virás!

Bemtevi

MUSA

Queria ser a musa de teus versos
Alucinados, inusitados, inversos
Que me fazem viver, querer, sonhar
Mas sou apenas a amiga
Onde você encontra guarida
Para às vezes desabafar
Fico então triste, mortificada
Ao ver os versos à tua amada
Meu coração se põe a chorar --
Lágrimas ensangüentadas de dor
Queria tanto ser teu amor...
Queria tanto poder te amar!
Faço tudo e você nem imagina
Me transformo em menina
Com trajes em purpurina
Para levar luz ao teu olhar
Me transformo em anjo-poeta
Teço a tua poesia secreta
Para o deleite te dar
Me transformo em uma diva
Canto tua música preferida
Só penso em te conquistar!
Mas que estupidez a minha...
Então o amor é mesmo cego,
surdo
Não vê que amar assim
É absurdo
Você nunca vai me ouvir...
Você nunca vai enxergar!

Benvinda Palma



INDIFERENÇA

A tua indiferença crava
Feito espada de dois gumes
Penetra sem piedade
Faz meu coração sangrar
Faz o espírito desfalecer
Faz a alma delirar
E meu corpo te querer...
Mais e mais!

Não sei como te atrair
Se com ternura , com o mel...
Ou se com um pouquinho de fel
Já tentei de tudo um pouco
Mas estou ficando louco!
Nada surtiu efeito
Parece estar tudo desfeito
Preciso o meu coração trair!

Peço a Deus, à Nossa Senhora
Que quando chegar a hora
De novamente te ver
Resista aos desejos insanos
E, sem que haja perdas e danos,
Aprenda a te esquecer!


Benvinda Palma

Thursday, January 11, 2007

HOMENAGEM DE UMA GRANDE POETA E AMIGA - JOANA DARC RIBEIRO

Forja
A Palma da tua mão
É mapa e bússola a guiar
O caminho ao coração
A estrada poética a trilhar
Lê-se no alto, Benvinda!
Um mantra, canto-saudação
aos companheiros da lida
De juntar palavras a emoção
Com tinta e pena a bailar
ao amor dá concretude
E o intangível se põe a forjar!
(Joana D'arc Ribeiro)

Sunday, January 07, 2007

SAUDADES

SAUDADES...

Hoje senti vontade de falar com você
Talvez você nem se lembre de mim...
Tanto tempo já se passou...
Tantos sonhos adormecidos
Levados pelo vento
Hibernados pelo tempo
Trancafiados no pensamento.

Hoje senti vontade de falar com você
Lembra-SE?
Nosso primeiro encontro no vernissage--
Nossa primeira viagem!
Nosso primeiro abraço
Nossos corações aos pedaços...
Nossas confissões...
Nossas emoções...
O vale,
o vinho,
a vida!
Os poemas
Mário Quintana
Os problemas...
A idéia ... meu Deus, profana!
Os desejos à flor da pele
Não me rele
Um reles mortal
pecador
Não resistiria ao calor...
As flores
Não resistiria ao teu aroma
O feromona...
Melhor nos despedirmos.
Amanhã, quem sabe
Criemos coragem .
Boa noite!
Hoje senti vontade de falar com você!

Bemtevi

TEU CHEIRO

TEU CHEIRO

Ainda sinto o teu perfume
O cheiro intenso de tua pele macia
Impregnado em minha alma vazia
E o desejo aflora
Afável
Afobado
Afoito.
Aflita finjo...
faço de conta,
A cabeça tonta
O coração descompassado...
Coisas do passado.
Volto a escrever poemas
Minha vida...um dilema
Pinto o pôr do sol
Sob o plácido horizonte
Arco íris risonho
Viagem...Sonho...
Do prazer a fonte
Perco-me nas palavras
Procuro-te em pensamento
Onde tu te escondes?
Possuis as asas do vento?
O céu vermelho rubro
O fogo do desejo redescubro
Teu aroma acre-adocicado
Uva , pitanga
Sabor do pecado
Desejo alado
Vôo ao teu encontro!

Benvinda Palma


TAI CHI CHI NA CHUVA

Caminho só...
Emudecida.
O lago ao meu lado
Com águas renovadas.
Sigo enternecida.
Biguás dançam sincronizados
Trazem-me o passado.
Olho a garça serena
Que me sorri , me acena
Com uma nova proposta de paz
E me leva a alçar vôos
Planar sonhos...
Ansiar a liberdade!
A brisa me beija a alma
E me traz a calma...
Saboreio os doces pingos da chuva
Que enxugam anseios.
Entrego-me ao silêncio profundo
Às energias cósmicas:
Total sintonia do ser
Espírito voa... plana sobre
alvas nuvens
A vida me saúda...
Tai chi chi na chuva!

Bemtevi

Monday, December 25, 2006

Lamento

Longe, ecoa
o melancólico
canto da cigarra.
Quero cantar...
Quero voar...
Vida vadia...Voa!
Libertar-me das amarras...
Do medo
De te amar...
Levar meu canto
Para outro canto,
Encontrar ali a luz...
O brilho do teu olhar.
Mas as penas pesam
Encharcadas pelo pranto...
As pernas exauridas
Minhas asas a(morte)cidas
E esta dor lancinante
Que me mata a todo instante
Me impedem de voar...
Volto para meu frio ninho
Sem calor e sem carinho
Vou morrer sem te amar!

Benvinda Palma

Súplica

Despeça-se de mim...
Diga-me ADEUS...
Chame-me : des(VAI)rada,
Desequili(brada,)
Doente mental...
Não faz mal...
Aceito seus elogios
Seja bastante frio!
Retorno às estrelas
À lua...
A marte....coisa do passado...
Já não sou sua!
Mande-me para qualquer lugar...
Mas, pelo amor de DEUS!
Não ignore os recados MEUS!

Benvinda Palma
Apelo

Olho a face bela da lua
Sem a presença tua
É disforme, desbotada...
sem brilho, sem cor...
Mal-humorada!
não quer sorrir para mim
Fico entristecida...
Jogo a ela minhas preces
Mas sei que fui esquecida
A lua já não me escuta
E para que lastimar
Melhor sorver a cicuta
A lua continua a mesma
Com seu brilho...seu encanto
Eu sim, estou apagada....
A alma rota, desbotada
Sozinha em meu triste canto
Consumida pelo meu pranto
Exaurida de tanto sofrer
Jogo a ela meu apelo
Quero novamente vê-lo
Nem que seja por um segundo
Ou então prefiro morrer!

Benvinda Palma
Canto encanta(dor)

Você me seduziu, anjo poeta
Com seus belos versos falados
Sua proezas, suas aventuras...
Trilha de bicicleta..
Desejos camuflados
Entre abacaxis, flores...
seus amores,
Meus dissabores!
Atrás da porta...
O poema de nosso poeta amado
Declamado com tanto afinco
Confesso que você me conquistou,
Não minto!
A música que cantou para mim
Agora, afinado, no tom!
Vinícius de Moraes...Tom Jobim
Olha poeta, que coisa mais linda,
Mais cheia de graça...
De uma beleza infinda!
O samba da volta...meu desejo
Não posso negar...
Assim você minh’alma fez chorar
Mas tive que me esconder...
Entre risos e gargalhadas
Que esta vida é uma grande piada!
Que esta vida é pura loucura!
Engoli depressa a minha tristeza
E regurgitei a minha ternura!

Benvinda Palma


SI POR MI

Se não consegues
Em “SI”
Cantar...
Deixa pra LÁ!
Dá uma RÉ...
Tem Dó!
Só atingirás o ritmo
De sua doce poesia
Quando cantares
Em FÁ...
Olhares o SOL
E pensares em
Em MI!!!

Bem-te-vi

Sunday, December 17, 2006

HOMENAGEM DE UMA GRANDE AMIGA - BILÁ

Benvinda


Benvinda é uma bênção
em forma de amiga
doutora em palavras
transforma-as em poesia
como fossem cantiga
Benvinda é pessoa de dons que encantam
sorriso sincero pra quem a encontra
a quem cuida com esmero
Benvinda é um anjo
conquista a todos
mas como bem-te-vi
vem e versos arranja
em tudo que há aqui
Benvinda modesta
não se dá valor
mas o seu sucesso é certo,
não se nega a é seu por louvor
Benvinda é ave
sobrevoa vários campos
espalha os seus encantos
a quem encontra pelos ares
por todos os cantos.

Pra vc Benvinda,
eu queria escrever um poema à altura de seus versos,
mas o que deixo foi o que consegui;
não está à sua altura pois seus vôos são bem mais altos.
bjs
Bilá

Tuesday, December 12, 2006

POEMA DO POETA LUDIRO...QUE MARCOU!


Nos olhos dos Anjos
Um anjo,
entre as nuvens do meu olhar,
os escárnios de teus lábios,
o sorriso atrevido,
o gozo da alma,
Uma luz...
pousaste logo ao meu lado e...
acompanhado de mais um anjo alado,
de plumas e vestes alvas,
deixaste-me apavorado
na visão--
torpe e angelical.
Assim ... apaixonado!De onde vieste?
Das nuvens?
Das estrelas?
Ou de um universo brilhante e desconhecido?
Ah lindo Anjo!
Escultura grega do amor!
Anjo de Afrodite!
Acompanhado do pequeno anjo cupido,
pareado com seu arco bandido
e flechas flamejantes,
acertaste-me em chamas
num grito de quem clama
beijos constantes.
Minh'alma te imploraAnjo malvado!
rasgaste-me o peito,
arrancaste-me o conforto
e deixaste-me no sufoco,
desejando feito louco
o doce de seus beijos.Olhos de profundo oceano!
Meu corpo profano,
quis mergulhar!
Desejos, delícias e loucuras
dos olhos sem censura a observar.
Anjo safado, anjo sereno.
Trago-te uma rosa vermelha, escarlate, púrpura,
sangue das minhas veias!
Abraça-me forte em teu peito!
Arrebata-me ao inferno
e beija-me, beija-me e beija-me,
envolve-me em tuas asas
aquece-me em tuas plumas
o teu fogo ardente
e , conseqüentemente – [mata-me]
de prazer, de amor!
Ludiro
09/10/2006

Monday, December 11, 2006

POEMA DO QUERIDO POETA GUSTAVO SCHRAMM

Casa Nova
Guarda-me ninho, bem-vindo,
Quando voar me cansa,
Quando ventar, me alcança,
E em ti vou-me, esculpindo.
Vez que sou chuva, me guarda,
E zela o sono em preguiça,
Colchão de penas, que o vento ouriça,
Na quietude que em ti não tarda.
Acolhido, sonho de poeta,Esparrama-se, espaçoso,
Nas tramas dos ramos dorme
E o coração se aquieta,
Do seu pulsar pesaroso,
Em um arfar uniforme.
Gustavo Schramm.

Saturday, December 09, 2006

ZONA MORTA

Zona Morta

Minhas lágrimas secaram,
Meu ser está consumido.
Ando por um deserto...
Os pés estão carcomidos.
Arrasto sonhos...
Carrego nos ombros a
Desilusão...
Busco á(vida)por um oásis
Onde possa ali repousar a dor
Saciar os desejos de liberdade...
Beber a água da esperança...
Encontrar um novo o amor!
Anoitece...
a busca se intensifica
Olho para o céu...
as estrelas com ternura me fitam
Sorriem–me candidamente...
Como se algo quisessem falar
Não entendo a sua linguagem
Parece apenas miragem!
Só enxergo o breu da noite
E o silêncio que ronda e rouba-me
A razão...maldita recordação!
Alucinação...
O coração dói, dilatado...
Dilacerado
Pelo epicentro de um tsunami
De sentimentos e emoções...
Insana paixão...
Deixa um rastro de destruição
Na alma...nas entranhas:
Zona morta de um ser!

Benvinda Palma

Primeiro encontro...

Primeiro encontro...

A ansiedade o cegava...
No palco,
performance do
Monstro da poesia,
Mas ele nem percebia.
Seu olhar a buscava
Afoito, aflito, afobado...
Afinal...há tanto tempo
esperara esse momento!
Não podia estar enganado:
Seria ela que,
como uma fada astral
desaparecera na multidão?
Tinha que ser real!
Fita a todos com avidez..
Sonhara encontrá-la,
Ao menos por uma vez!
Um passo para trás...
Um alívio no coração,
Um sorriso largo nos lábios,
Um brilho intenso no olhar...
Um abraço afetuoso,
Outro abraço-- gostoso...
Um momento de paz,
Um momento de perplexidade...
O encontro da felicidade!
Ainda que tão fugaz...

Benvinda Palma
Lindo Poeta!

Queria roubar da Lua
O seu olhar prateado
E derramar sobre o teu!


Benvinda Palma